Fevereiro Laranja: mês de conscientização sobre a leucemia

Tudo sobre a Campanha Fevereiro Laranja

A campanha de conscientização Fevereiro Laranja surgiu para alertar sobre a leucemia e orientar as pessoas sobre a importância da realização de exames para que o diagnóstico se dê o mais rapidamente possível.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), somente no ano de 2018 foram estimados 10.800 novos casos de leucemia no país, sendo 5.940 em homens e 4.860 em mulheres. Para o ano de 2020 o INCA estima mais de 10 mil casos novos.  Com isso, podemos entender a complexidade e a importância da prevenção, bem como a importância da doação de medula óssea, lembrada por meio da campanha Fevereiro Laranja, celebrada neste mês.

A conscientização é o principal caminho para o diagnóstico precoce e tratamento da leucemia

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Mas afinal, que doença é essa?

A leucemia é uma doença que ataca os glóbulos brancos. Sua principal característica é o acúmulo de células doentes na medula óssea, ou seja, a leucemia é um tipo de câncer dos tecidos formadores de sangue.

A leucemia pode ter a forma aguda ou crônica. Na forma aguda, as células se multiplicam rapidamente, provocando a morte das células saudáveis na medula óssea e sangue.

Na forma crônica, as células se multiplicam de forma lenta e os sintomas podem demorar muitos meses para aparecerem. Esta forma também requer diagnóstico e tratamento específico, mas os sintomas são menos intensos.

Muitos pacientes com tipos de leucemia de crescimento lento não têm sintomas. Em contrapartida, os tipos de leucemia de crescimento rápido podem causar sintomas que incluem:

  • Fadiga;
  • Perda de peso;
  • Infecções frequentes;
  • Sangramento fácil ou hematomas.

A leucemia é identificada da seguinte forma: o principal exame de sangue em caso de suspeitas da doença é o hemograma, que apresentará alterações em seus resultados caso se confirmem. Para atestar a presença da doença, o paciente ainda deverá passar pelo exame da medula óssea (mielograma). Em outros casos, pode ocorrer a necessidade de biópsia da medula óssea.

Conheça os diferentes tipos de leucemia

Leucemia linfoide crônica: afeta células linfoides e se desenvolve vagarosamente. A maioria das pessoas diagnosticadas com esse tipo da doença tem mais de 55 anos. Raramente afeta crianças;

Leucemia linfoide aguda: afeta células linfoides e agrava-se rapidamente. É o tipo mais comum em crianças, mas também ocorre em adultos;

Leucemia mieloide aguda: afeta as células mieloides e avança rapidamente. Ocorre principalmente em adultos em torno de 60 anos. Também pode ocorrer em crianças.

São muitos os sintomas da doença, mas se você sentir alguns dos sintomas abaixo é necessário ter cuidado e procurar fazer exames que comprovem o diagnóstico:

  • Anemia;
  • Palidez;
  • Sonolência;
  • Fadiga;
  • Palpitação;
  • Sangramentos na gengiva e nariz;
  • Manchas roxas na pele ou pontos vermelhos

Caso algum desses sintomas apareça, é essencial comparecer a uma avaliação médica e realizar os exames específicos para um diagnóstico completo.

Fevereiro Laranja: diagnóstico no estágio inicial aumenta chances de cura

Se diagnosticada em estágio inicial, a leucemia tem grandes chances de cura, uma vez que o início do tratamento é destruir as células leucêmicas para que a medula óssea volte a produzir células normais.

O tratamento é feito em etapas e pode incluir quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou transplante da medula óssea. Depois de instalada, a leucemia costuma progredir rapidamente, exigindo que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico.

Neste processo, estão associadas a adoção de medicamentos (poliquimioterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no Sistema Nervoso Central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, o transplante de medula óssea é indicado após a doença ser controlada.

O transplante de medula óssea (TMO) não é uma cirurgia e pode ser realizado a partir de células do próprio paciente – o chamado transplante autólogo – ou a partir de células de um doador que é o transplante alogênico.

Causas possíveis e alternativas para o combate da leucemia

As causas da leucemia ainda não estão definidas, mas, suspeita-se da associação entre determinados fatores com o risco aumentado de desenvolver alguns tipos específicos da doença.  Muitos estudos examinaram o papel dos fatores de risco em leucemia mieloide aguda e leucemia linfocítica aguda. A radiação ionizante e o benzeno são os fatores ambientais que até agora foram comprovadamente associados à leucemia aguda. Confira abaixo alguns desses fatores e os tipos de leucemia aos quais estão associados.

  • Radiação ionizante (raios X e gama) proveniente de procedimentos médicos (radioterapia). O grau de risco depende da idade, da dose de radiação e da exposição. Associado a leucemia mieloide aguda e crônica e leucemia linfoide aguda;
  • Formaldeído: exposição ocupacional em indústrias (química, têxtil, entre outras), área biomédica/saúde (hospitais e laboratórios: antisséptico, desinfetante, fixador histológico e solvente), além do uso não autorizado pela Anvisa desta substância em alguns salões de beleza (procedimento de alisamento capilar);
  • Tabagismo Associado a leucemia mieloide aguda;
  • Benzeno (encontrado na gasolina e largamente usado na indústria química). Associado a leucemia mieloide aguda e crônica, leucemia linfoide aguda;
  • Síndrome de Down e outras doenças hereditárias: Associado a leucemia mieloide aguda;
  • Síndrome mielodisplásica e outras desordens sanguíneas: Associado a leucemia mieloide aguda;
  • Histórico familiar: Associado a leucemia mieloide aguda e leucemia linfoide crônica.
  • Idade: quanto maior a idade, maior o risco de desenvolver leucemia. A exceção é a leucemia linfoide aguda, mais recorrente em crianças. Todas as outras formas são mais comuns em idosos.

Por fim, podemos dizer que evitar os fatores de risco conhecidos e detectar precocemente qualquer tipo de câncer ainda é a melhor estratégia para combater a doença e oferecer qualidade de vida por meio do tratamento adequado. A campanha Fevereiro Laranja destaca ainda que a doação de medula também é muito importante, pois a cada cem mil pacientes, é encontrado apenas um doador é compatível. Portanto, quanto mais doadores, maiores são as chances de compatibilidade entre pessoas. Para tornar-se doador, basta comparecer a um hemocentro e retirar uma amostra (10ml) de sangue. Confira mais informações sobre como tornar-se doador de medula no site do Registro Nacional dos Doadores Voluntários de Medula Óssea.

transplante de medula óssea é um gesto de compaixão e carinho. Doe vida, doe medula óssea.

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