Em busca da cultura de paz: Comunicação Não Violenta – CNV e Endomarketing

Comunicação Não Violenta - CNV

Você já ouviu falar sobre comunicação não violenta – CNV? Sabe o que é? Se você quer entender como ela se aplica ao Endomarketing siga nessa leitura com a gente!

A Comunicação Não Violenta – CNV é uma maneira de estabelecer um processo dialógico que ajuda a melhorar os relacionamentos. Sendo assim, CNV é um percurso onde se cria uma conexão com o próximo onde encontramos meios de falar sem machucar e de ouvir sem se ofender.

Para explicar um pouco melhor podemos fazer a seguinte analogia:

Se tudo fosse um grande jogo de xadrez…

O seu colaborador seria a peça mais poderosa e a Comunicação Não Violenta aplicada ao Endomarketing seria a peça mais importante do jogo.

Agora nos diga…em que posição suas peças do jogo estão neste momento?

Falar sem ferir, ouvir sem se magoar!

Ou seja, a Comunicação Não Violenta é um processo de redescoberta de perspectivas no qual são avaliados: o sentimento, a necessidade e o diálogo.

Desse modo, pode-se dizer, que a CNV abrange todo o processo que consiste as formas de se comunicar, priorizando o fortalecimento de laços.

Sabe-se que uma má comunicação pode gerar grandes conflitos, tanto no campo interno quanto no campo externo da empresa, pois essa exerce o papel de “ponto de equilíbrio”.

Então, uma empresa que possui uma cultura organizacional que não se volta para conversas dialógicas positivas entre gestão e empregado, por consequência, será uma organização que terá um clima organizacional hostil.

As desvantagens de ter um clima organizacional ruim são muitas. Os principais problemas decorrentes podem ser a falta de comprometimento dos empregados em relação as suas funções, conflitos recorrentes e, até mesmo, a baixa motivação de funcionários, por exemplo.

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Por outro lado, não podemos reduzir a CNV a uma relação extremamente pacifista. Pelo contrário, a Comunicação Não Violenta é moderadora de conflitos por que os soluciona por meio de técnicas de escuta e, principalmente, por meio da empatia.

Ou seja, não é simplesmente aceitar o que o outro diz, mas sim, ouvir para entender e, ai sim, gerar a resposta!

Marshall B. Rosenberg, o pai da Comunicação Não Violenta

Nesse sentido, é importante falar sobre quem criou o método da Comunicação Não Violenta – CNV. Assim, pode-se olhar para o que levou o autor a desenvolver uma metodologia focada em falar sem ferir e a ouvir sem se ofender.

O método de CNV surgiu em 1960, criado por Marshall B. Rosenberg, um psicólogo e estudioso norte-americano. Assim, ele elaborou o seu processo dialógico vendo como as falhas de comunicação aconteciam entre as pessoas nos diversos âmbitos da vida social do ser humano.

Marshall ainda propõe que a CNV pode alcançar as seguintes esferas de interação:

  • relacionamentos íntimos
  • famílias
  • escolas
  • organizações / instituições
  • terapia e aconselhamento
  • negociações diplomáticas e comerciais
  • disputas e conflitos de todas as naturezas

A comunicação não-violenta se fundamenta em habilidades de linguagem e de comunicação que fortalecem a capacidade de continuarmos humanos, mesmo em condições adversas!

Marshall B. Rosenberg (2006, p. 21)

Toda forma de se comunicar do ser humano vem da necessidade de demonstrar suas necessidades universais.

Dessa forma, um bom exemplo para ilustrar é o processo de crescimento do homem: quando nascemos o choro é o nosso único meio de comunicação para reivindicar a necessidade de cuidado. E só através do choro é que o cuidador identifica fome, dores etc…

E assim seguimos a vida, em busca de expressar nossas necessidades individuais a todo momento e, sendo assim, no âmbito das instituições corporativas as relações não mudam. Ainda mais, quando falamos de um local onde diversas atividades são impostas a toda hora.

Todavia, a cobrança de um local de trabalho não implica na execução da Comunicação Não Violenta. Para isso, basta uma das partes (colaborador ou gestor) estar aberta para criar uma conversa dialógica e positiva.

Comunicação Não Violenta – CNV nas empresas

Em primeiro lugar, ao aplicar a CNV ao local de trabalho podemos pensar nas seguintes esferas de fluxos da comunicação a serem alçadas:

  • Mediação de conflitos;
  • Reestruturação do clima;
  • Humanização das relações;
  • Ambiente de trabalho acolhedor;
  • Promoção do diálogo com empatia.

Após, precisamos entender como Marshall define os passos para iniciar um diálogo pensando na CNV. O método criado por ele (2006) inicia diante de quatro itens:

Observação: a posição do observante nesse caso é olhar para uma situação e simplesmente observar o que a outra pessoa está emitindo ou fazendo. Assim, há uma tomada de consciência sobre como estamos nos comunicando e sobre o que faz bem e o que faz mal. Neste momento importa muito não fazer qualquer tipo de julgamento, afinal, você está apenas “observando”.

Sentimento: a análise irá deixar que se identifique quais os sentimentos estão sendo postos ao emitir a mensagem. Sendo assim, pode-se ver raiva, frustração, alegria, alívio, mágoa, rejeição, indiferença dentre outros…

Necessidade: este item é importante, pois é preciso se dar conta de que CNV é ouvir, entender e, só após isso, responder. Então reconhecer a real necessidade que está vinculada ao sentimento observado e ver o que não esta sendo atendido. No local de trabalho, no geral as necessidades são: a necessidade de ser ouvido, aceito, obedecido, de viver em ambientes com organização, de expressar-se com liberdade, de se atingir outros níveis profissionais …

Pedido: após a tomada de consciência dos itens acima, os indivíduos estão prontos para formular seus pedidos com clareza de forma objetiva.

Sabemos que a prática pode ser bem complexa, por isso, vamos te ensinar todo o processo de aplicação do método. Siga com a gente!

Conversas dialógicas e positivas na prática

Para iniciar o processo prático, não basta somente saber os pilares da CNV. Dessa forma, é necessário também saber o que o Marshall chama de “comunicações alienantes da vida”.

De acordo com Marshall (2006), as comunicações alienantes começam quando fazemos:

Julgamentos moralizadores: esses deixam entender uma natureza errada ou
malvada em pessoas que não agem conforme os valores de quem emite a mensagem.
Exemplos: “Você é muito imprudente”.

Comparações: não se pode esquecer que comparar é também uma maneira de julgar o outro. Exemplo: “O antigo empregado era mais rápido que você”.

Negações de responsabilidade: assumir ser responsável pelas ações é até uma questão ética. Exemplo: “Cheguei atrasado por culpa do ônibus que demorou”.

Exigências: pedidos que se não executados resultam em penalidades.
Exemplo: “Realize o trabalho como pedi ou te entregarei a gestão”.

Ideias de merecimento de recompensa ou punição: essas ideias também representam julgamento do outro. Exemplo: “Aquele colega não mereceu a promoção, pois não é esforçado”.

Do mesmo modo que eliminar esses meios alienantes é essencial para a CNV, o processo da “ouvir” é crucial. Para isso, Marshall (2006) também discorre de itens que fazem a escuta para o método de CNV super relevante, veja a seguir:

  • Repetir o que foi dito a modo de confirmar a informação, ou seja quando se recebe mensagem do outro se confirma isso para ele. Dessa forma, se a a informação estiver errada a outra pessoa poderá corrigir.
  • Pergunte antes de qualquer ação de estímulos ou consolos. Como por exemplo, os conselhos. Por vezes quem emite a mensagem não deseja isso.
  • Aceitar com empatia: preste atenção ao que está sendo dito no presente e se livre de tentativas de compreensão intelectual. Dessa forma, desvincule-se dos pré julgamentos existentes na sua cabeça e foque na informação que está sendo emitida.

Você está pronto para aplicar CNV?

Você gostou de Comunicação Não Violenta? Ou então, se interessou pelo assunto e quer começar a aplicar?

Veja então esse vídeo que selecionamos para você e abra sua mente para conversas pautadas em respeito, atenção e escuta empática.

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