- O que é a gestão de férias no RH
- Os quatro pilares da gestão de férias no RH
- Alta temporada sem atritos
- Como sair sem ser acionado
- Como não sobrecarregar quem fica
- O papel da comunicação interna na gestão de férias
- Pacote de implantação da gestão de férias no RH
- Conclusão
- Perguntas comuns sobre gestão de férias
Passar mais tempo com a família, dormir até mais tarde, viajar com os amigos ou simplesmente não fazer nada… Independentemente dos planos, as férias são aquele respiro necessário para recarregar as energias, estabelecer um equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e dar uma espairecida — o que só é possível com uma gestão de férias bem estruturada, é claro.
Para a empresa, porém, esse período pede organização. As demandas continuam existindo, e é preciso garantir a continuidade do trabalho sem sobrecarregar o time que fica nem o colaborador que sai.
É por isso que a gestão de férias no RH precisa ser tratada como prioridade.
Além de cumprir regras e prazos, é papel do RH orientar lideranças e equipes com antecedência, alinhando o que ficará pendente, quem assume cada frente e quais são os canais corretos para tirar dúvidas e acompanhar o andamento das atividades, o que ajuda a evitar ruídos antes mesmo que eles apareçam.
A boa notícia é que com processos bem definidos e uma comunicação interna bem estruturada, as férias deixam de virar um problema operacional e passam a ser um processo previsível, que protege o descanso de quem sai e a rotina de quem fica.
O que é a gestão de férias no RH
Na prática, a gestão de férias no RH é a capacidade de planejar, registrar, aprovar e operacionalizar férias com previsibilidade, ou seja, sem deixar a empresa desfalcada nem transformar o descanso merecido, e garantido por lei, do colaborador em um pesadelo.
O RH também precisa garantir a organização da empresa, ao mesmo tempo em que oferece uma experiência justa e simples aos colaboradores.
Quando esse processo atinge esse nível de maturidade, as férias deixam de gerar correria e passam a ser tratadas como qualquer outro processo interno, com prazos claros, responsáveis definidos, atividades redistribuídas e alinhamentos prévios entre equipes e lideranças.
Por outro lado, quando a gestão de férias ocorre sem a devida formalidade e atenção, surgem atrasos, sobrecarga para quem fica, retrabalho para o RH e frustração para o colaborador que deveria estar descansando.
O resultado desse cenário pode ser caótico:
- o RH fica no meio do fogo cruzado, lidando com exceções, urgências e retrabalho;
- o time se sente injustiçado quando as férias são negadas sem critérios claros;
- a operação fica vulnerável, pois atividades importantes acabam concentradas em alguém que, naquele momento, não estará disponível.
Para que esses e outros problemas passem longe da sua empresa, continue a leitura e conheça os quatro pilares de uma gestão de férias bem estruturada:
Os quatro pilares da gestão de férias no RH

Você sabia que realizar a gestão de férias no RH pode ser bem menos burocrático do que se imagina? Uma das maneiras de otimizar esse processo é estruturá-lo a partir de quatro pilares: a política, o calendário, o fluxo e a cobertura. Para saber mais sobre cada um deles, leia abaixo:
1. Políticas claras
Uma política que funciona é aquela que pode ser lida em poucos minutos e todo mundo entende, sem dar margem a dúvidas sobre prazos, regras e critérios.
Outro fator importante é que a comunicação para o público interno precisa ser simples, pois regra confusa vira boato, boato vira exceção e exceção vira trabalho infinito.
Além disso, definir uma política clara ajuda a reduzir perguntas repetidas. Ao escrevê-la e estruturá-la de maneira adequada, o RH deixa abordar o mesmo assunto várias vezes e passa a apontar para uma fonte oficial.
Isso melhora a sensação de justiça, uma vez que as regras deixam de parecer uma decisão do dia e passam a ser tratadas como um combinado, inclusive quando um pedido precisa ser negado.
Um detalhe que faz toda a diferença é o formato. Se a política de férias é muito extensa e rebuscada, dificilmente as pessoas recorrerão a ela para tirar dúvidas.
Em vez de colocar tudo em um único texto, quebre-o em dois blocos: uma versão completa + FAQ com as dúvidas mais comuns. Dessa forma, você atende tanto quem quer o resumo quanto quem precisa de mais detalhe.
2. Calendário visível a todos
Sem o uso de um calendário claro, as férias pegam todo mundo de surpresa, o que não é bom para quem sai, para quem fica nem para o RH.
O RH precisa enxergar as saídas por área, unidade e função. Já a liderança precisa avaliar o impacto da ausência antes de aprová-la, enquanto as equipes precisam de uma referência mínima para saber quem estará disponível para responder, aprovar, operar e cobrir.
Outro fator importante é considerar as diferentes áreas envolvidas e avaliar como as férias impactam cada uma delas. A visão do RH e da liderança, por exemplo, pode ser mais completa, com todos os detalhes necessários para realizar a gestão.
A visão geral pode ser mais resumida, sem expor informações desnecessárias, mas completa o suficiente para indicar caminhos. Essa separação evita desconfortos e ajuda a manter a empresa funcionando.
Se um time de atendimento trabalha por escala, por exemplo, o calendário não pode ficar escondido em uma planilha à qual só o RH tem acesso.
Nesse tipo de ambiente, canais como a TV corporativa e o mural físico facilitam o acesso à informação, enquanto ferramentas digitais, como o aplicativo ou a intranet, ajudam a detalhar responsáveis, prazos e orientações específicas para cada equipe.
Agora que você já consegue ver quem sai e quando, o próximo passo é garantir que a solicitação, a aprovação e o registro sigam um caminho único.
3. Fluxo bem definido
Um fluxo ruim é aquele que muda ao bel-prazer do gestor, o que mina a confiança da equipe e compromete a credibilidade da liderança.
Por outro lado, um fluxo bem estabelecido transmite mais segurança, pois a pessoa sabe como pedir, o gestor sabe o que considerar, e o RH sabe onde registrar e acompanhar.
O ideal é que o fluxo tenha etapas claras e pontos de controle. Isso passa por solicitação com antecedência, validação de impacto no time, checagem de cobertura, aprovação formal e confirmação.
O que costuma quebrar tudo é a etapa do meio, quando o gestor aprova sem olhar a cobertura, ou quando a pessoa pede para sair de férias sem conversar com o time, e joga a confusão para o RH.
Pense em uma situação comum: duas pessoas do mesmo time pedem o mesmo período e o gestor decide por ordem de chegada, o que pode parecer óbvio, mas cria ressentimento e vira problema no próximo ciclo.
Um fluxo bem definido incentiva o time a conhecer os critérios antes de fazer a solicitação, e o RH deixa de atuar como árbitro de última hora. Com o fluxo estruturado, vamos ao ponto que pode definir se as férias serão tranquilas ou não: a cobertura.
4. Cobertura planejada
O problema das férias não é a ausência em si, mas a falta de continuidade do trabalho de quem se ausenta por um período.
Se as demandas ficam concentradas em uma só pessoa, qualquer afastamento é motivo de tensão para o time, o que acaba comprometendo a qualidade das entregas e a produtividade como um todo.
Cobrir as férias de um colega exige organização prévia e diretrizes claras. É preciso definir quem assume cada frente, quais atividades podem ser pausadas, o que precisa seguir normalmente e como as informações serão repassadas.
Supomos que o funcionário que sairá de férias é o único que tem acesso a determinado sistema ou documentos. Para não importuná-lo durante o descanso, é importante definir não só quem ficará responsável pelas atividades, como também criar um passo a passo com todas as informações necessárias, como prazos, contatos de terceiros e orientações básicas.
No entanto, não adianta definir um substituto se ninguém sabe quem ele é. Por meio de canais como a TV corporativa, por exemplo, é possível não apenas informar quais colegas estarão de férias, como também mostrar quem ficará responsável por cada frente durante esse período.
Alta temporada sem atritos
Dezembro, janeiro, férias escolares, feriados prolongados…
A alta temporada tem um ingrediente que pode colocar tudo a perder: a disputa. Muita gente quer sair ao mesmo tempo, e se a empresa não se antecipa, o que era para ser um momento leve vira dor de cabeça.
Uma solução simples é abrir uma janela de intenção. As pessoas sinalizam suas preferências com antecedência, a liderança avalia impacto e o RH entra quando existe conflito real, usando critérios previamente definidos.
Um exemplo disso é o rodízio anual. Se alguém saiu no período mais disputado no ano passado, a prioridade pode ser de quem não conseguiu sair de férias naquele período.
A comunicação interna também pode ditar o clima do processo. Caso as regras sejam comunicadas cedo, há tempo para o time assimilar as informações e se conformar com os critérios definidos.
Agora que você já sabe como reduzir a disputa, o próximo passo é proteger o descanso de quem sai, e evitar chamadas durante as férias.
Como sair sem ser acionado
Uma boa gestão de férias protege a empresa do mesmo modo que ampara o colaborador. E o melhor jeito de zelar pelo descanso do outro é garantir que ele seja respeitado acima de tudo.
O primeiro ponto é a passagem de bastão. Um handoff simples inclui o status do que está em andamento, o que deve ser priorizado, as datas de entrega e os pontos de contato. Não precisa ser longo, precisa ser objetivo. Quanto mais claro, menor a chance de alguém acionar quem está fora.
O segundo ponto são as mensagens de ausência. As respostas automáticas por e-mail e WhatsApp corporativos devem conter:
- o período exato da ausência;
- quem é o contato responsável durante esse intervalo;
- como acionar esse contato, se necessário;
- e, quando fizer sentido, a data prevista de retorno.
Mensagens vagas ou genéricas não ajudam ninguém! Das duas, uma: ou o assunto morre e vira atraso, ou a pessoa é acionada nas férias, o que não é nada legal.
O terceiro fator é cultural. Se a cultura da empresa permite acionar quem está de férias por algum motivo, o descanso fica só no discurso. O RH pode ajudar líderes com alguns critérios, como o que é urgência real, o que pode esperar e quem decide.
Como não sobrecarregar quem fica
Se quem fica sempre paga a conta, as férias geram desgaste, e isso afeta a produtividade, o clima e até mesmo as relações. A solução começa com uma pergunta que muita empresa evita: o que dá para manter quando o time está menor e o que pode ficar para depois?
Manter tudo igual com menos gente não costuma funcionar. É papel do RH e da liderança definir o que será mantido, o que será reduzido e o que será pausado. Isso dá uma norte para a equipe e evita a sensação de apagar incêndio o tempo todo.
Outro ponto é o direcionamento. Em período de férias, as dúvidas aumentam e a empresa precisa indicar soluções. Para este assunto, fale com tal pessoa, para aquele, opte por tal canal.
Ferramentas de comunicação interna como a TV corporativa, o mural físico e a rede social interna são úteis, pois reforçam informações que se perdem na caixa de entrada do e-mail, nos grupos de WhatsApp e por aí vai.
Por fim, o reconhecimento, que pode ir desde uma mensagem personalizada até a oferta de um dia de folga para quando a situação normalizar.
O papel da comunicação interna na gestão de férias

Para reduzir chamados de RH, evitar ruídos e manter a empresa funcionando, é preciso tratar a comunicação interna como parte do processo, e não como algo isolado.
O erro comum é comunicar quem saiu, mas esquecer de avisar o que muda, quem assume, onde pedir, o que é prioridade, quais canais utilizar, etc.
A seguir, você vai ver o que, quando e por meio de quais canais comunicar:
O que comunicar?
As férias exigem quatro tipos de mensagem, cada qual com o seu objetivo. São elas:
Regras e prazos:
- Quem pode tirar férias;
- Em quais períodos;
- Até quando solicitar.
Orientações de processo:
- Onde solicitar;
- Quem aprova;
- Como e onde acompanhar o status.
Orientações operacionais:
- Quem cobre o quê;
- Onde tirar dúvidas;
- Como agir em casos de urgência.
Mensagens de cultura:
- Respeito ao descanso dos colegas;
- A importância do planejamento, tanto de quem sai quanto de quem fica;
- Responsabilidade coletiva.
Quando comunicar?
A comunicação não começa quando alguém sai de férias. Ela começa antes, justamente para criar previsibilidade.
- Com antecedência | Comunicar as regras, os prazos e os critérios para solicitação de férias;
- Pedido em andamento | Reforçar onde solicitar, quem aprova, como acompanhar o pedido e quais combinados operacionais precisam ser feitos;
- Perto da saída | Enviar lembretes segmentados para quem vai sair e para as lideranças organizarem a cobertura e os repasses de acessos, arquivos, etc.
Durante o período de férias, a comunicação não é recomendada. No retorno, o ideal é um reforço mais leve, apenas para reintegrar a pessoa à rotina, sem despejar uma avalanche de informações.
Quais canais de comunicação interna utilizar?
Aqui, a lógica é escolher um canal para ser a casa do conteúdo, enquanto os demais servem para distribuir e reforçar a mensagem.
O ImidiaApp, o aplicativo de comunicação interna da Pix Mídia, reúne todos os cômodos necessários para ser a moradia desse conteúdo. O app oferece uma aba institucional personalizável para concentrar diretrizes e orientações, além de um espaço para abertura de chamados e solicitações ao RH.
A TV corporativa e o mural físico reforçam informações importantes para quem não tem acesso ao computador ou ao celular durante o expediente. Inclusive, disponibilizamos modelos de comunicados internos editáveis para atualizar os colaboradores sobre quem está de férias, que podem ser adaptados à realidade da sua empresa.
Já o e-mail cumpre um papel mais formal, servindo como registro das orientações, confirmações e dos combinados feitos ao longo do processo.
As reuniões e os rituais de equipe entram como complemento, pois são bons momentos para tirar dúvidas, alinhar o que já foi feito e o que ainda está pendente, além de trazer o fator humano do olho no olho, necessário para garantir que todo mundo esteja na mesma página.
Pacote de implantação da gestão de férias no RH
Tirar tudo isso do papel não é tarefa fácil, mas nós preparamos um pacote básico que pode ajudar você nesse processo. Confira:
- política de férias clara e objetiva;
- calendário compartilhado;
- modelo simples de handoff;
- checklist de cobertura e demandas para a liderança;
- campanha de comunicação para reforçar o essencial.
Vale lembrar que, se a empresa faz isso uma vez e depois abandona, o improviso e a desorganização voltam a aparecer. Quando esse cuidado se repete a cada ciclo, o processo passa a fazer parte da cultura organizacional, tornando a gestão de férias muito mais fluida e transparente.
Conclusão
A gestão de férias tem suas complexidades, mas nada que a organização e a comunicação interna não possam resolver.
Com processos bem definidos, é possível fazer com que a burocracia dê lugar ao conforto de um dos momentos mais aguardados pelos colaboradores, sem sobrecarregar o RH nem o time que continua trabalhando.
No fim, todos ganham: quem sai descansa de verdade, quem fica mantém a rotina funcionando e a empresa segue operando sem grandes problemas.
Perguntas comuns sobre gestão de férias
O que é gestão de férias?
Gestão de férias no RH é o conjunto de práticas usadas para planejar, solicitar, aprovar e acompanhar as férias dos colaboradores, garantindo conformidade legal, organização da empresa e um descanso real para quem sai.
Como fazer a gestão de férias?
A gestão de férias começa com regras claras, prazos definidos e um fluxo simples de solicitação e aprovação. Envolve planejar saídas com antecedência, organizar a cobertura das atividades, comunicar quem sai e quem assume, e garantir que o descanso do colaborador seja respeitado, sem impactar a operação nem sobrecarregar o RH ou o time.
Quando as férias devem ser comunicadas?
Conforme determina o artigo 135 da CLT, o aviso de férias deve ser comunicado com, no mínimo, 30 dias antes do início do período.
