Antes de falar sobre as eleições de 2026 e como elas podem impactar o cotidiano da sua empresa, gostaríamos de ressaltar que o intuito deste conteúdo não é determinar o que a organização deve ou não fazer durante esse período.
O objetivo é mostrar como a comunicação interna pode ajudar a prevenir desgastes entre as equipes causados por possíveis divergências político-partidárias no ambiente de trabalho.
Preparar a comunicação interna para as eleições 2026 na empresa passa por antecipar orientações, alinhar expectativas e deixar claro quais comportamentos são esperados.
Se a organização prefere manter uma postura neutra, os canais internos podem ser importantes aliados para orientar os colaboradores e reforçar os acordos necessários para uma boa convivência.
É justamente sobre isso que vamos falar neste artigo.
Boa leitura!

A neutralidade em favor do clima organizacional
Adotar uma postura neutra durante as eleições de 2026 ajuda a preservar o respeito entre os colegas e a manter um ambiente de trabalho leve e acolhedor.
Para isso, é importante que os colaboradores estejam cientes da decisão da empresa e entendam quais comportamentos são esperados durante o período eleitoral.
Assim, ninguém será pego de surpresa caso a empresa precise intervir diante de alguma manifestação inadequada.
Comunicar essa postura com antecedência é essencial para alinhar expectativas, prevenir conflitos e evitar desconfortos.
Nesse contexto, os canais de comunicação interna tornam-se importantes aliados para levar as orientações de maneira clara, acessível e consistente a toda a empresa.
Entenda:
1. Reforce o código de conduta para as eleições 2026 na empresa
As eleições de 2026 podem ser um bom momento para retomar alguns pontos do código de conduta da empresa.
Não é necessário criar um documento específico para o período eleitoral. Isso porque, muitas vezes, as diretrizes já existentes contemplam questões como respeito, convivência, comportamento e uso adequado dos canais internos.
A comunicação interna pode ajudar a retomar esses aspectos por meio de comunicados internos, campanhas de endomarketing, conteúdos nas TVs corporativas ou posts no app.
Assim, o código de conduta deixa de ser apenas um documento disponível para consulta e passa a fazer parte da rotina das pessoas.
Vale lembrar que o ImidiaApp, o aplicativo interno da Pix Mídia, possui um espaço dedicado aos conteúdos institucionais da empresa. Nele, podem ser disponibilizados códigos de conduta, políticas internas, manuais e outros documentos importantes, o que facilita o acesso por parte dos colaboradores.
2. Revise o código de vestimenta para o período eleitoral
À medida que as eleições de 2026 se aproximam, itens associados a partidos ou candidaturas começam a aparecer com mais frequência. Entre os exemplos estão camisetas, bonés, broches, adesivos e bandeiras.
Caso a empresa adote uma postura mais neutra, essa orientação precisa ser comunicada o quanto antes. Basta sinalizar que peças de roupa e acessórios com manifestações político-partidárias não fazem parte do código de vestimenta.
Essa diretriz pode ser incluída na política de vestimenta e no código de conduta. É importante que seja aplicada igualmente a todos os posicionamentos, respeitando os direitos individuais e a legislação vigente.
O mais importante é evitar que uma regra seja apresentada somente depois que determinada situação acontecer.
3. Prepare as lideranças para as eleições 2026 na empresa
Gerências e lideranças também precisam se preparar para as eleições de 2026.
Como promotores da cultura da empresa e responsáveis pela condução das equipes, devem compreender que a posição que ocupam exige cuidado redobrado, especialmente quando o assunto envolve escolhas políticas.
Pressões, ameaças, constrangimentos, cobranças relacionadas ao voto ou promessas de vantagens com o objetivo de influenciar uma escolha podem caracterizar assédio eleitoral no ambiente de trabalho, tema que tem repercutido cada vez mais à medida que as eleições de 2026 se aproximam.
Por isso, a comunicação interna não pode ficar restrita aos colaboradores da base.
Criar conteúdos e orientações específicas para gestores ajuda as lideranças a reconhecer comportamentos inadequados, atuar de maneira preventiva e saber como proceder caso alguma situação ocorra.
4. Cuide também do que circula nos canais internos
Discussões acaloradas sobre política também são comuns nos grupos de WhatsApp, nas redes sociais e nos canais internos da empresa, o que pode comprometer tanto as relações entre os colegas quanto a produtividade.
Memes, figurinhas, provocações, mensagens ofensivas, pedidos de voto e propaganda política podem gerar desconfortos desnecessários, constranger os colaboradores e desviar os canais de sua finalidade.
Portanto, é importante deixar claro quais tipos de conteúdo não serão permitidos nos canais corporativos e orientar os colaboradores sobre o uso responsável desses espaços.
A tecnologia também pode ajudar. No ImidiaTV, a solução de TV corporativa da Pix Mídia, por exemplo, a empresa pode bloquear termos específicos, como nomes de candidatos e partidos políticos, garantindo que essas palavras fiquem de fora da grade de programação das TVs.
5. Facilite o acesso aos canais de denúncia
Os canais de denúncia existem justamente para que os colaboradores saibam a quem recorrer caso se sintam pressionados, constrangidos ou prejudicados.
Manter esses canais visíveis e acessíveis ajuda a identificar situações com mais rapidez, acompanhar possíveis recorrências e tomar as providências cabíveis antes que o problema se agrave.
No ImidiaApp, recursos como o Fale com o RH e a abertura de chamados podem criar um caminho direto entre o colaborador e a área responsável.
Esses espaços podem ser utilizados para relatar possíveis casos de assédio eleitoral ou outras condutas inadequadas, centralizando as informações e facilitando o acompanhamento de cada episódio com a atenção que ele merece.
Além dos canais internos, a empresa também pode divulgar os meios oficiais disponibilizados pelo Ministério Público do Trabalho para o recebimento de denúncias de assédio eleitoral.

Liberdade individual e respeito ao coletivo
O intuito dessas boas práticas não é censurar opiniões, proibir conversas ou interferir nas escolhas políticas de cada pessoa.
A proposta é contribuir para um ambiente de trabalho mais leve e respeitoso, no qual as diferenças possam coexistir sem afetar as relações, o clima e a produtividade.
Em um período marcado pela polarização, algumas discussões podem ultrapassar os limites do respeito e tirar o foco do que realmente importa. Antecipar-se ajuda a evitar que isso ocorra.
Respeitar a liberdade individual é fundamental, mas cuidar do bem comum também.
É nesse equilíbrio que a comunicação interna atua, alinhando expectativas, reforçando os acordos de convivência e ajudando a preservar um ambiente seguro e respeitoso para todos.